ART Iconografias e Eugenia: Reflexões Sobre a Estética dos Circos de Horrores na Belle Époque

Autores

  • Márcia Barros Valdívia Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP

DOI:

https://doi.org/10.34024/imagem.v3i2.16255

Palavras-chave:

Corpo, História, História da Arte, Estética, Espetáculos

Resumo

O presente artigo é derivado da pesquisa de pós doutorado intitulada O Império da toalete: Reflexões sobre a beleza e o seu reverso na Belle Époque paulistana (1870-1929), que deu origem ao livro O Império da toalete: A beleza e a feiura na Belle Époque, publicado no ano de 2023. As páginas seguintes trazem reflexões sobre a construção do reverso da beleza que foi feita através de uma trama de pensamentos, teorias e ações hegemônicas que elegeram determinados sujeitos para serem representantes da feiura diante da sociedade no período. Para isso, discursos e ações políticas, científicas, filosóficas e sociais, atuaram para fundamentar a estética da feiura. Dessa forma, a feiura esteve em evidência em corpos e rostos estigmatizados como monstruosos, abomináveis, defeituosos, tarados e horríveis, conforme apontaram os discursos e as ações da eugenia.

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Publicado

2024-01-30 — Atualizado em 2024-04-02

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Como Citar

Barros Valdívia, M. (2024). ART Iconografias e Eugenia: Reflexões Sobre a Estética dos Circos de Horrores na Belle Époque. Imagem: Revista De Hist´ória Da Arte, 3(2), 255–286. https://doi.org/10.34024/imagem.v3i2.16255 (Original work published 30º de janeiro de 2024)

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